Sinopse: Ryan Dean West tem catorze anos e já está quase terminando o ensino médio em um internato para crianças ricas. Ele está morando no Opportunity Hall, o domritório dos problemáticos, no mesmo quarto que o maior valentão do time de rugby. E ele está perdidamente apaixonado por sua melhor amiga Annie, que vê nele um “garotinho”. Com a ajuda do seu senso de humor, colegas do time de rugby e sua inclinação para desenhar tirinhas, Ryan Dean consegue sobreviver as compicações da sua vida e até encontrar um pouco de felicidade pelo caminho. Mas quando o inimaginável acontece, ele tem que descobrir como se segurar ao que é importante, mesmo quando parecer que tudo desmoronou.

     Ler “Winger”, de Andrew Smith, é como assistir um filme da Sessão da Tarde. Um filme bom, como O Clube dos Cinco. Um filme que te prende do começo ao fim e não te deixa sair da frente da TV, e você começa a suar por que sua cidade é muito quente e seu ventilador está quebrado mas você não quer perder nada do filme, então você espera pelos amados/odiados comerciais para correr no banheiro ou pegar alguma coisa pra comer, mas nunca dá tempo então mais ou menos na metade do filme você desiste de tentar fazer alguma coisa durante os comerciais e só fica lá sentado, derretendo, esperando o filme acabar para você poder voltar a ser produtivo na sua vida.

     Talvez essa comparação tenha fugido um pouco do ponto, mas eu garanto que você vai ficar assim se um dia decidir ler Winger. Bem, garantir não, por que eu não te conheço, mas as chance são grandes.

     O que eu quis dizer com tudo isso foi o seguinte: fazia algum tempo que eu não lia livros “jovem adulto” contemporâneos, e “Winger” foi uma surpresa para mim. Nunca havia lido nada do Andrew Smith, e já havia ouvido pessoas que amavam seus livros e pessoas que odiavam seus livros.

     Mas, felizmente, assim como aconteceu no caso da V.E Schwab, eu gostei muito da escrita de Smith e do seu jeito de contar histórias. O narrador e personagem principal é um garoto de 14 anos que está adiantado na sua turma do ensino médio americano, o que significa que todos o veem como uma criança.

Andrew Smith
Andrew Smith

     Andrew Smith consegue escrever de um jeito que faz o leitor realmente pensar que está lendo algo escrito por um moleque de 14 anos, o que tanto pode aumentar o tanto que você gosta do livro quanto o tanto que você não gosta do livro. Eu vi e entendo o motivo de algumas pessoas para não gostarem do livro, mas pra mim o narrador só deixou tudo melhor.

     A trama central do livro é a mais óbvia possível quando se trata de histórias adolescentes: um menino que gosta de uma menina e que faz todo tipo de trapalhada pra conseguir ficar com ela no fim da história. Mas Smith a executou de uma maneira incrível, com capítulos curtos e algumas ilustrações espalhadas aqui e ali, que ajudam no desenrolar da história.

     Vemos amizades se desfazendo e amizades sendo criadas, lemos sobre assuntos “polêmicos” e presenciamos a transformação dos personagens desde a primeira página até a última.

     Claro que o livro tem alguns defeitos (incluindo os defeitos onipresentes em histórias adolescentes), mas eles são irrelevantes diante da experiência que é ler esse livro.

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     Infelizmente não consegui achar em canto nenhum se os direitos de publicação já foram adquiridos por alguma editora brasileira, mas se souberem de alguma coisa deixem nos comentários que eu edito a publicação assim que possível.

smith_winger_front1Formato: Capa dura

Nº de páginas: 438 páginas

Editora: Simon & Schuster Books for Young Readers

Idioma: Inglês

ISBN-10: 1442444924

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